Lançamentos EDUEL 2005
HU recebe visitantes da Índia
HU ganha quadra de futebol
Tabagismo é combatido na UEL
Administrar crises
SALÁRIOS NA UEL
Renovada a certificação do HU como hospital-escola
Culto no HU
Oficinas para Ensino de Ciências da Natureza vão até dia 18
COPS recebe inscrições para concurso Estadual
Direito se sai bem no exame da Ordem
F.E.S.T.A.
Ginástica Laboral tem 89 turmas
Sabugo de milho está sendo testado na produção de cogumelo
Doutorando utiliza abelhas em cultivo de girassol
Desempenho da UEL é acima da média
Encontro Internacional de Reitores na Espanha fortalece cooperação
CLASSIFICADOS
EXPEDIENTE
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Educação Científica: controvérsias construtivistas e pluralismo metodológico
Carlos Eduardo Laburu
Marcelo de Carvalho
Esta publicação procura resgatar e colaborar com uma coletânea de análises divergentes que abordam os fundamentos epistemológicos e ontológicos construtivistas, quando estes se voltam à educação científica. Completando essas análises, busca-se contribuir com as críticas que vêm sendo feitas às orientações instrucionais fundamentadas num disseminado pensamento pedagógico construtivista, que muito influencia a prática de ensino atual.
ISBN 85-7206-413-8; 119p.; 23cm
Preço: 25,00
À venda na Livraria Eduel.
Informações pelos telefones 3371-4691 e 33714673
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O HU recebeu, no dia 19 de maio, a visita de cinco indianos da região de Maharastra, integrantes de um programa de Intercâmbio de Grupos de Estudos do Rotary Internacional. Eram profissionais de diferentes áreas. Rajiv Tulpule, engenheiro; Ruchi Soman, consultora de investimentos; Revati Phalkey, terapeuta ocupacional; Sanjyot Apte, professora de Ciências Políticas; e Mitesh Kulkarni, consultor empresarial. Entre 23 de abril e 24 de maio, eles percorreram várias cidades paranaenses, como Londrina, Arapongas, Apucarana, Astorga, Cambé, Ibaiti, Foz do Iguaçu e Santo Antônio da Platina. Conheceram algumas das belezas naturais do estado, participaram de eventos sociais e visitaram hospitais, indústrias, escolas, empresas, fazendas e comércios.
Os visitantes chegaram ao HU acompanhados pelos rotarianos brasileiros José Machado Botelho e Dimas Zaia. Eles conheceram os principais espaços do HU e do CCS e conversaram com alguns servidores. Fizeram várias perguntas (cada um em sua área) e registraram tudo fotograficamente. Depois da visita, reuniram-se com o Diretor Superintendente, Francisco Eugênio Alves de Souza. No HU, os visitantes foram acompanhados pelo engenheiro Cláudio Espiga (também rotariano), enfermeira Cláudia Nascimento Orasmo (Higiene) e pelo jornalista José de Arimathéia (Assessoria de Comunicação). (José de Arimathéia)
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Nem só de trabalho vivem os servidores do HU. A partir do dia 3 de junho, a comunidade interna do Hospital poderá usufruir de uma nova quadra de futebol suíço, construída ao lado do Hemocentro. A inauguração será às 9 horas e, em seguida, terá início o Torneio HU Unido, em que participarão 10 times formados por funcionários, docentes, residentes e internos do HU, AHC, CCS e Biblioteca. A comunidade feminina também poderá montar seu time e participar dos torneios.
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A primeira reunião com funcionários do HU e Hospital das Clínicas sobre o combate ao tabagismo foi realizada ontem, dia 31 de maio na sala de reuniões do HC. Nesta data é comemorado o Dia Mundial Sem Tabaco, cujo tema deste ano é “A Saúde no Controle do Tabaco”.
Fumantes e não fumantes receberam instruções de um grupo formado para trabalhar no controle ao tabagismo na UEL, dentro de um projeto estimulado pelo Ministério da Saúde.
A UEL já tem um projeto denominado Centro de Prevenção, Tratamento e Acompanhamento ao Tabagista, que foi protocolado no INCA – Instituto Nacional de Câncer para que seja colocado em funcionamento no HU.
O grupo é formado pela professora Sandra Odebrecht Vargas Nunes, do Departamento de Clínica Médica/CCS e pelas enfermeiras Márcia Regina Pizzo de Castro, Noemi Niekawa e Andreza Daher Sentone, da Diretoria de Enfermagem/HU, que também fazem parte da DASC – Divisão de Assistência à Saúde da Comunidade da UEL.
Segundo elas, o HU, DASC e SEBEC estão engajados na luta para tornar o ambiente de trabalho livre do tabaco na UEL. Durante o evento “Trabalhando com Segurança” no dia 30, foi realizado um teste de avaliação da dependência da nicotina, além de aconselhamento e distribuição de folhetos educativos. No dia 31 no HU, aconteceu a mesma programação e também a apresentação da peça “É proibido fumar” pelo grupo Meta de Teatro.
Citando dados da Organização Mundial da Saúde, a professora Sandra Vargas lembra que o tabagismo é uma pandemia, pois mata anualmente 3 milhões de indivíduos no mundo. Segundo ela, se medidas efetivas não forem tomadas serão 10 milhões de indivíduos mortos pelo fumo em 2020.
(J. Abdala)
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Assessoria em Órgãos Públicos – Administração de Crises é o nome do curso que foi ministrado pelo chefe da Assessoria de Imprensa da Febem (Fundação do Bem-Estar do Menor do Estado de São Paulo) Marcos Siqueira, dias 7 e 8 de maio, em Curitiba para um grupo de 25 jornalistas de instituições públicas da capital e de várias cidades da região e do interior do Estado.
O curso, promovido pelo portal Comunique-se, também atraiu estudantes de jornalismo. A jornalista Denise Ligmanovski, lotada na assessoria de comunicação do Hospital Universitário, participou e disse que a oportunidade foi única porque reuniu um grupo de profissionais com experiências diferentes que, relatadas, contribuíram para enriquecer as atividades de cada um.
Na viagem, a jornalista aproveitou para visitar os hospitais Erasto Gaertner e o Pequeno Príncipe para conhecer como funciona o setor de assessoria de imprensa e trocar idéias sobre as funções e demandas da cada instituição.
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Prof. Rodne de Oliveira Lima - Pró-Reitor de Recursos Humanos - UEL
Desde o princípio deste ano letivo, a comunidade universitária tem aguardado com grande expectativa a apresentação de uma proposta de reposição salarial para os docentes por parte do Governo Estadual. Com base em manifestação anterior do próprio Governador Roberto Requião, todos aguardavam que tal proposta fosse anunciada em março.
Dificuldades de ordem administrativa e financeira postergaram a tramitação da proposta de reposição salarial encaminhada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Finalmente, no último mês de maio anunciou-se que a proposta encontrava-se em poder do Governador, a quem cabe a decisão final.
Neste momento, uma decisão afirmativa do Governo Estadual mostra-se de fundamental importância. Dela depende até mesmo a preservação de um sistema de carreira baseado no mérito acadêmico, que desde sua implantação, no ano de 1997, tem proporcionado amplas melhorias no perfil de atuação docente, estimulando a capacitação e a produtividade acadêmica. Em conseqüência, os resultados positivos têm sido granjeados pelas Universidades paranaenses, e em particular pela UEL, através do sucesso em suas avaliações institucionais.
Mas é claro que a eficácia de qualquer carreira depende de uma política de remuneração consistente com o mercado de trabalho. Nesse sentido, uma análise dos salários pagos neste mês de maio evidencia a necessidade de uma imediata recomposição salarial. Abaixo apresentamos os dados de pagamento estratificados por faixas, segundo a remuneração bruta:
Fonte: folha de pagamento do mês de maio/2005
Essa remuneração bruta é constituída
pelo total de proventos pagos,
aí incluídas todas as formas
de gratificações,
plantões e demais honorários.
Ao aplicarmos os descontos legais
(previdência, imposto de renda,
redutor salarial, etc.),
obtemos o seguinte quadro
de remuneração para o mesmo mês:
Fonte: folha de pagamento do mês de maio/2005
Os dados evidenciam o nível de salários praticados nas Instituições de Ensino Superior. Como se vê, 67% dos docentes receberam, como vencimento bruto, até R$ 4.000,00 reais no último mês. Quando consideramos a remuneração líquida, esse índice sobe para 91%. Ora, para possuirmos os melhores quadros nas Universidades precisamos praticar um nível de remuneração que os atraia e os estimule a desenvolver a carreira docente. Neste momento já é uma necessidade urgente, para a boa administração das Universidades paranaenses, uma recomposição da remuneração praticada para seus professores.
Foi com tais preocupações que a administração da UEL, nas sucessivas discussões mantidas com os órgãos governamentais, posicionou-se em favor de uma proposta de recomposição salarial que equipare a remuneração praticada nas IES paranaenses ao nível das Universidades Federais. Esta é uma proposta prática e viável, que permite ajustar o nível salarial aqui praticado ao mercado de trabalho docente.
É certo que também existem, além de fatores de ordem administrativa e financeira, aspectos políticos a serem considerados na futura decisão governamental. Historicamente, as Universidades sempre encontraram muitos obstáculos no encaminhamento de seus pleitos junto à administração estadual. É justo registrar que o atual governo tem dado respostas positivas a essas questões, ampliando os recursos para custeio das Instituições e para investimento em sua infra-estrutura. Por isso, nesse momento a comunidade universitária espera uma decisão conseqüente, que consolide uma política de recuperação de suas universidades - investindo agora na boa remuneração de seus profissionais, para continuar colhendo, em proporções cada vez maiores, os frutos do desenvolvimento econômico e social paranaense.
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Celso Mattos
O Hospital Universitário recebeu no último dia 24, o parecer favorável do Ministério da Saúde à renovação do certificado de hospital-escola. Segundo o diretor-superitendente do HU, professor Francisco Eugênio Alves de Souza, com isso o hospital poderá receber mais recursos, mas também terá que cumprir metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde.
Conforme informação do diretor, o processo de certificação foi iniciado em maio do ano passado com a assinatura de uma portaria dos ministérios da Saúde e da Educação. A certificação é válida por dois anos e, nesse período, o hospital terá que cumprir algumas normas previstas no novo contrato. “Além de cobrir um número determinado de cirurgias, exames e consultas, o HU terá que atingir metas científicas. Alcançado essas metas, o hospital poderá receber recursos adicionais”, informou Francisco Eugênio.
Apesar da certificação ter demorado quase um ano, para o diretor do HU, o atraso não trouxe muitos prejuízos ao hospital, considerando que outras instituições certificadas anteriormente ainda não conseguiram fechar a contratualização com o poder público, necessária para dar início ao recebimento de recursos.
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Foi realizado, segunda-feira, dia 30 de maio, no Anfiteatro do HU/CCS, um culto ecumênico para a comunidade interna. Organizado pelo grupo de Capelania do HU, o culto foi dedicado à conciliação e à união de todas as categorias de servidores, a fim de enfrentar juntos as dificuldades e atuar em coletividade fraterna. A união e o amor fraterno foram a tônica das palavras do Padre Paulo Brincat (Reitor do Seminário Paulo VI) e Pastor Joed Lamônica (Igreja Casa de Oração para Todos os Povos), que participaram da celebração. O Diretor Superintendente, Francisco Eugênio Alves de Souza, esteve no culto, entre vários funcionários.
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Na oficina de Educação Ambiental, estagiárias de Educação Artística ensinam a trabalhar com materiais reciclados
O projeto de extensão “Vivenciando o Ensino de Ciências na Prática Educativa” prossegue neste sábado, 4, das 8 às 18 horas, no CCB, com mais duas oficinas de atualização para o ensino de ciências da natureza, coordenado pela professora Tania Aparecida Klein. No período da manhã os trabalhos girarão em torno do tema “Classificação e Filogenia dos Animais”, com a professora Dileimar Machado Nalin Gallegos, do Departamento de Biologia Animal e Vegetal; à tarde, serão abordados os “Modelos no Ensino de Ciências e Biologia”, com a professora Sandra Regina Lepri, do Departamento de Biologia Geral.
Reunindo um corpo docente formado por 25 professores da rede particular e pública de ensino de Londrina e região, as Oficinas, coordenadas pelas professoras Tânia Aparecida Klein e Mary Pegoraro (Departamento de Biologia Geral), foram idealizadas para levar seu publico alvo a refletir sobre a aplicação de instrumentos de ensino de Ciências, discutir a educação ambiental nas escolas e informar aos professores as mudanças ocorridas nas áreas da Ciências Físicas e Biológicas.
Iniciadas dia 14, as Oficinas vão se estender até o dia 18, sempre aos sábados. Já abordou temas como Educação Ambiental na Escola, Biotecnologia e Reprodução Humana e Sexualidade na Escola. O próximo evento da série está marcado para dia 11.
(Lia Mendonça)
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A UEL, através da Coordenadoria de Processos Seletivos (COPS), está organizando o concurso público que vai preencher 8.578 vagas de Agente de Execução, aberto pela Secretaria de Estado da Administração e da Previdência. São 414 vagas para a função de Assistente de Execução e 8.164 vagas na função de Técnico Administrativo, nas áreas de Educação Básica e Trânsito, para várias cidades do Estado.
A escolaridade mínima exigida é Ensino Médio completo. A remuneração mensal é de R$ 534,21 e carga horária de 40 horas semanais.
A inscrição deve ser feita até o dia 19 de junho, somente pela Internet, no endereço cops. A taxa é de R$ 50,00 e deve ser paga até o dia 20 de junho, em qualquer agência bancária ou casas lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica Federal, com a apresentação do boleto bancário impresso pela Internet, no ato da inscrição.
A prova objetiva (50 questões de conhecimentos gerais, conhecimentos específicos e compreensão de texto) e o recolhimento dos títulos, serão no dia 7 de agosto em Campo Mourão, Cascavel, Curitiba, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Ivaiporã, Jacarezinho, Laranjeiras do Sul, Londrina, Maringá, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa, Umuarama e União da Vitória. No ato da inscrição o candidato deverá indicar uma dessas 18 cidades para realizar a prova. Mais informações no site www.cops.uel.br.
(Eugenia Chaiben)
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Denise de Paula Machado, coordenadora do Colegiado: curso tem vários indicadores de qualidade
Chico Amaro
Uma notícia que representa um reconhecimento do trabalho desenvolvido por professores e alunos do Curso de Direito da UEL, ganhou destaque na imprensa.
Em reportagem publicada pela Folha de S. Paulo, sobre o resultado do exame para a Ordem dos Advogados do Brasil realizado em janeiro passado pela seção paulista da OAB, o nome da UEL aparece com o terceiro maior índice de aprovação, 85,71%, atrás apenas da PUC/SP e da USP e à frente de uma instituição tradicional como o Mackenzie, que ficou em quarto.
De acordo com a reportagem, a UEL teve aprovados 18 dos seus 21 candidatos (85,71%), enquanto a PUC-SP aprovou 379 de 438 (86,53%), a USP, 355 de 413 (85,96%), e o Mackenzie, 358 de 458 (78,17%).
A publicação desses dados repercutiu também na imprensa de Londrina. O presidente da subseção local da OAB, José Carlos da Rocha, declarou ao Jornal de Londrina que esse resultado “mostra que o aluno da UEL recebe uma formação em igualdade de condições com os cursos mais conhecidos do Brasil”.
Boa notícia – Para a professora Denise Weiss de Paula Machado, coordenadora do Colegiado do Curso de Direito, o fato dos alunos da UEL terem ido bem no exame da OAB não foi surpresa, mas foi bom ver a notícia publicada na imprensa. “De fato, o nosso curso recebe muitos alunos que vêm de São Paulo e depois prestam lá o exame da Ordem, com grande índice de sucesso”, informa.
No Paraná, a taxa de aprovação de bacharéis formados pela UEL no exame da OAB não é tão elevada, mas a instituição está entre as melhores do Estado, muitas vezes perdendo apenas para a UFPR. Foi o que aconteceu no último exame, feito em janeiro como o de São Paulo, no qual a UEL aprovou 42 de 137 candidatos (30,6%), enquanto a UFPR aprovou 29 de 89 (32,5%).
Os exames da OAB têm sido muito criticados devido ao baixo índice geral de aprovação, mas a professora Denise defende o seu rigor. “Os cursos de Direito banalizaram-se. Londrina, há sete anos, tinha dois cursos, agora tem seis e mais um já está autorizado a se instalar. Uma instituição de Curitiba acaba de abrir 1.600 vagas em Direito, fato que está sendo contestado pela OAB na Justiça. São tantas escolas, são tantas vagas por todo o Brasil, que o nível de ensino não se sustenta. Mas as melhores escolas continuam aprovando seus alunos nos exames da Ordem.”
Outros indicadores atestam a boa qualidade do ensino de Direito da UEL, acrescenta a professora. Um deles: só 11 cursos obtiveram sete vezes seguidas a classificação A no Provão – o da UEL entre os 11. Denise de Paula Machado aproveita para comentar que “isso é prova da competência dos nossos alunos” porque, conforme observa, “um bom curso não é feito apenas por bons professores, mas também por bons alunos, já que se trata de um processo dialético: o aluno questiona, o professor responde, ambos crescem”. Outro indicador de qualidade: o curso da UEL é um dos poucos que detêm o selo OAB Recomenda, distribuído pela OAB para as escolas que, a seu critério, estão entre as melhores do Brasil.
Novo currículo – Tudo isso é fruto de um trabalho de contínuas melhorias no projeto do curso, segundo a professora Denise. Um projeto que prevê, para 2006, a introdução de um currículo que terá os dois anos iniciais dedicados à formação humanística, “para que o aluno entre nas disciplinas profissionalizantes, no terceiro ano, apto a fazer a vinculação entre competência técnica e função social do advogado”, explica ela.
O aluno também terá oportunidade, no quinto ano, de se dedicar com maior ênfase aos estudos na área em que esteja pensando em se especializar. Ele fará opção entre cinco áreas: Direito Civil, Empresarial e Processual Civil; Direito Administrativo e Tributário; Direito Penal e Processual Penal; Direito Previdenciário e Trabalhista; Direito Constitucional e Filosofia do Direito.
Outra novidade, acrescenta a coordenadora do Colegiado, serão os estágios em módulos, e não apenas pelo trabalho de extensão no Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos; haverá convênios com empresas e instituições para que os alunos possam estagiar.
Baixos salários – Para a professora Denise, tudo isso são ótimas possibilidades que se abrem para o aperfeiçoamento do ensino jurídico na UEL, mas elas só se transformarão em realidade se for resolvido o problema do achatamento salarial na instituição. “Os baixos salários têm tido um efeito devastador nas nossas pretensões. Tivemos excelentes professores aprovados nos últimos processos seletivos, que abriram mão do cargo quando viram o volume de trabalho a que o salário correspondia”, declarou. Ela não vacila em dizer: “Graças a Deus temos professores que não dependem do salário daqui para sobreviver”. O problema é que o novo currículo significará novas necessidades de docentes, que, com os salários como estão, dificilmente poderão ser resolvidas com a qualidade exigida.
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Será realizada nos dias 1 e 2 de junho no pátio do Restaurante Universitário mais uma edição da F.E.S.T.A - Feira de Empreendimentos Solidários e Trabalhos Artísticos”, em parceria com a Prefeitura do Município de Londrina, através da Secretaria da Agricultura e Abastecimento e também do Programa de Economia Solidária da Secretaria de Assistência Social.
Teremos comercialização de produtos artesanais e também diretos do produtor, com barracas: Aciduel, Editora, Intes (com os grupos incubados- Anamel, Agrumsol e do Jardim Claudia), Secretaria da Agricultura e Fome Zero.
As atrações culturais serão Coro do Campus - das 13h às 14h; Danças Circulares Comunidade “As Doze Tribos” - das 12h30 às 13h e 13h30 às 14h.
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Evanil Antonio: um dos coordenadores do programa
J. Abdala
Desde quando foi criado há dois anos e meio, o Programa de Ginástica Laboral, que é vinculado a PRORH, vem trazendo resultados positivos com a redução das faltas de funcionários relacionadas com doenças do trabalho.
A afirmação é do professor Evanil Antonio Guarido, do Departamento de Ginástica, Recreação e Dança, que é um dos coordenadores do Programa juntamente com o professor Carlos Alberto Veiga Bruniera, do Departamento de Desportos Individuais e Coletivos.
O Programa tem 14 estagiários, que atendem 89 turmas de funcionários de mais de 30 setores, distribuídas de segunda a sexta-feira das 7 às 23 horas – algumas turmas incluem funcionários de mais de um setor como a da COM/Protocolo. A ginástica dura cerca de 15 minutos e é realizada três ou cinco vezes por semana, dependendo da necessidade.
Os estagiários por treinamento e assistem palestras teóricas e práticas realizadas todos sábados pela manhã. Eles têm uma ajuda de custo de acordo com a quantidade de turmas atendidas, além do estágio contar como atividade acadêmica. Os coordenadores do Programa estão reivindicando a inclusão de mais seis estagiários para que o atendimento seja expandido a outros setores.
Proposto pelo professor Rodne de Oliveira Lima, pró-reitor de Recursos Humanos e pela professora Lucília Kunioshi Utiyama, do Departamento de Ginástica, Recreação e Dança, o Programa de Ginástica Laboral foi criado devido a necessidade de reduzir o absenteísmo dos funcionários - as faltas relacionadas a doenças ocupacionais. O professor Evanil lembra que o Programa foi implantado primeiramente nos setores de Jardinagem, DPOM, Prefeitura e Equipamentos, pois, na época, um levantamento da PRORH constatou que era nesses locais que havia maior número de faltas.
Segundo ele, a aplicação da Ginástica Laboral começou com três vezes por semana e os resultados obtidos foram extremamente satisfatórios, por isso passou a ser realizada cinco vezes por semana. “Essa melhoria tem a ver com o menor número de afastamentos do trabalho do funcionário e obviamente das horas paradas. Para uma empresa particular – há estudos que falam sobre isto – a Ginástica Laboral traz um ganho enorme pela qualidade do serviço prestado pelo funcionário, além de um rendimento maior no trabalho”, destaca.
Estes resultados fizeram com que o Programa fosse estendido aos demais setores e já têm levado algumas empresas privadas a solicitarem que a UEL faça um levantamento para uma possível implantação da atividade no futuro.
“Já estivemos na INBRAPE (instituição de ensino de pós-graduação), fizemos um levantamento ergonômico e implantamos o Programa de Ginástica Laboral. Tem uma estagiária nossa que trabalha com duas turmas, mas isto ainda é um projeto piloto feito fora da UEL”, explica.
O professor acredita que devam surgir parcerias entre a UEL e empresas privadas para que, principalmente os alunos que estão se formando, possam assumir esse mercado de trabalho. Por outro lado, ele diz que já existem algumas empresas que têm colocado cartazes no CEF pedindo estagiários para Ginástica Laboral, mas não estão autorizados a fazer esse trabalho. “Quem tem atendido estas empresas são alunos que, em nenhum momento, passaram por treinamento – isso é um grande perigo. Como eles estão atuando nestas empresas eu não tenho o mínimo conhecimento e nenhuma responsabilidade”, frisa.
Também ressalta que quando o Programa é solicitado por uma empresa, o atendimento é feito com sua supervisão e a do professor Bruniera. “O que está acontecendo é que empresas privadas têm vindo pegar estagiários simplesmente como mão-de-obra barata e não qualificada”.
Na sua opinião, as empresas estão buscando uma imagem de que estão preocupadas com o funcionário através da aplicação da Ginástica Laboral, que infelizmente não é feita por profissional qualificado.
Quanto a esta profissionalização, ele informa que não existe uma disciplina específica de Ginástica Laboral na UEL. “Portanto qualquer aluno que não passar pelo treinamento não terá conhecimento nenhum, a não ser de alguma leitura feita por conta própria e isto é um perigo, porque tem muita gente falando de Ginástica Laboral sem ter sido qualificado para isso”.
Evanil explica que “a Ginástica Laboral consiste numa gama de exercícios dirigidos e específicos de acordo com o local de trabalho do funcionário”. Segundo ele, a função é aquecer os músculos que vão ser mais exigidos em cada tipo de trabalho.
“Junto com a Ginástica Laboral tem a questão ergonômica, com o professor Bruniera, para ver quais são as musculaturas exigidas. Ele vai no setor de trabalho e observa como as pessoas trabalham – sentadas ou em pé, fazendo esforço físico ou não – a partir daí é montada a Ginástica Laboral”, completa.
A Ginástica Laboral é realizada de 3 a 5 vezes por semana
Na Ginástica Laboral são feitos exercícios de alongamento sem o uso de nenhum tipo de material. “Todas as atividades são feitas em pé e se usa o próprio corpo como elemento impulsor do exercício, por isso os exercícios são bem simples. Detalhe interessante: as pessoas não precisam vir com roupa adequada para a prática da atividade. Como nenhum exercício depende de um contorcionismo muito grande, então qualquer um com qualquer tipo de roupa pode fazer”, comenta.
Segundo ele, a Ginástica Laboral visa primeiramente diminuir dores locais. “Imagine uma pessoa que tenha uma atividade altamente repetitiva com o braço direito. O que nós fazemos são exercícios visando compensar esta estrutura que é tão exigida. Qual é a compensação? Um trabalho de alongamento específico para aqueles músculos. Então se trabalha em cima daquela musculatura para compensar este trabalho extenuante de tantas horas”.
Quanto à qualidade de vida no trabalho, ele diz que a Ginástica Laboral não é suficiente. “O trabalhador deve também fazer uma atividade física aeróbica – por exemplo uma caminhada, andar de bicicleta ou frequentar uma academia. A Ginástica Laboral realmente melhora as condições de vida do trabalhador no emprego, mas só isso não se transforma em qualidade de vida ao indivíduo”. lembra.
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Cogumelo shiitake produzido em sabugo de milho tem dado bons resultados
A. Cervantes
O cogumelo tem sido descrito como um alimento de alto valor gastronômico e nutricional. O Shiitake, por exemplo, possui compostos que auxiliam no controle de diabetes e colesterol, prevenção ao câncer, melhora do sistema imunológico, entre outras finalidades.
Tendo em vista a importância desse alimento, um grupo de pesquisadores - da UEL e da Universidade Paranaense (Unipar) - pretende avaliar a influência de formulação de diversos substratos a partir de subprodutos da agricultura e agroindústria do Paraná para a produção do cogumelo. A pesquisa está sendo realizada através do projeto “Propriedades nutracêuticas de shiitake, melhorias na tecnologia de cultivo, caracterização dos efeitos protetores”. O projeto é financiado pela Secretaria de Estado, Ciência e Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e tem prazo de dois anos para conclusão.
A equipe de pesquisadores vai selecionar, no banco de linhagens de cogumelos shiitake da UEL, aquelas com alto valor nutricional e que apresentem atividades antimicrobianas, antivirais e ação quimioprotetora e radioprotetora. Para testes de inibição, será avaliada a ação sobre o vírus da Herpes e da Influenza. Uma vez selecionadas tais linhagens, serão formulados substratos para a produção do shiitake, utilizando resíduos agrícolas disponíveis na região, com ênfase no sabugo de milho.
Em estudos preliminares, o sabugo de milho mostrou-se viável para a produção de shiitake, aos quatro meses. Na madeira (eucalipto) leva seis meses. No entanto, as características nutricionais e farmacológicas do cogumelo podem ser alteradas dependendo do substrato de cultivo, do manejo da cultura e da linhagem empregada pelo produtor. “Queremos avaliar a interferência de fatores como cultivares de milho, adubação da cultura, locais de produção na produtividade do cogumelo”, explica a professora Luzia Paccola, coordenadora do projeto.
Atualmente, o cogumelo shiitake é produzido em toras de madeira como eucalipto, mangueira e carvalho. Alguns produtores têm utilizado serragem e palhas como substrato de produção. Considerando que o Estado do Paraná é hoje o maior produtor de milho do país e que o sabugo é um resíduo parcialmente descartado ou queimado, a equipe propõe que ele possa vir a ser empregado no cultivo do cogumelo, gerando proteínas de alta qualidade para a alimentação humana e o produto restante da decomposição deste material seja empregado como fertilizante orgânico. Entretanto, o shiitake ainda é pouco estudando quanto as suas técnicas de produção no Brasil a partir de resíduos locais. “Trata-se de um excelente candidato a investimentos em técnicas de cultivo, fundamental para acelerar o desenvolvimento de mercado obtendo assim um produto competitivo com tecnologia nacional. O cogumelo possui características rústicas de produção, sendo uma alternativa de renda no Brasil, principalmente para pequenos produtores”, relata a professora.
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Emerson Martins: “Pesquisa poderá reduzir custo de semente e produção de girassol”
Muitas das soluções para os problemas do campo podem ser encontradas na própria natureza. Às vezes, só é necessária uma pequena ajuda. O aluno Emerson Augusto Castilho Martins, por exemplo, vai fazer experimento em campo, ainda este ano, - em nível de doutorado em Agronomia - com duas espécies de abelhas para polinização em plantação de girassol a fim de obter sementes a um baixo custo, entre outros benefícios. O nome provisório do trabalho é “Interação de abelhas em cultivo de girassol” e tem apoio financeiro da Fundação Araucária, de R$ 8 mil.
O girassol é uma planta exótica. Para o cultivo de semente, o agricultor brasileiro realiza a polinização manual - minuciosa e cara. O produtor coleta o pólen do girassol, num saquinho. Em seguida, espalha o pólen com um pincel em todas as plantas. “Imagina fazer esse processo, planta por planta, em dois ou três hectares. Na realização do mestrado, percebemos que a abelha comum (africanizada) é uma boa polinizadora, mas não voa de uma flor a outra e não funciona como vetor de pólen. O grande problema é que ela visita a planta macho ou a fêmea. Seria interessante que ela visitasse as duas plantas e espalhasse o pólen. Já as abelhas indígenas pousam indiscriminadamente nas plantas macho e fêmea funcionando como um vetor de pólen. Só que dentro da planta fêmea não espalha o pólen”, explica Emerson.
Segundo ele, o objetivo do trabalho é introduzir a abelha africanizada na plantação, interagindo com a abelha indígena. Encontrada em menor número na plantação, a abelha indígena vai pegar o pólen da planta macho e levar até a planta fêmea e abelha africanizada, por sua vez, vai dispersar o pólen. “A grande sacada é interagir as duas abelhas no campo. Se der certo a experiência, o custo de semente de girassol - de cerca de R$ 18,00 o kg - será reduzido para os pequenos agricultores e a tendência é diminuir o custo do óleo comestível”, calcula.
Estudos mostram que a introdução da abelha traz retorno no investimento, em torno de 600%. Além de ganho na semente, o agricultor vai contar com produtos secundários, tais como produção de mel e seus derivados. O trabalho também tem relação com o biodiesel. “Se a gente conseguir produzir a semente vai baratear a produção do óleo e tornar viável a produção do biodiesel com o grão de girassol”, informa.
Conforme o professor José Lopes, do Departamento de Biologia Animal e Vegetal, orientador do aluno, a grande procura é achar um agente polinizador eficiente. “Conseguir isso será um grande feito”. Os resultados da pesquisa serão encaminhados a uma revista, provavelmente internacional. “Estamos trabalhando numa universidade pública, usando recurso público e o resultado apurado será público. A partir de sua publicação, os engenheiros agrônomos e agricultores terão acesso a esse tipo de informação”, acrescenta. Um outro objetivo é, no final do doutorado, escrever um manual de polinização direcionado ao agricultor.
“Eles sabem que a polinização é interessante, mas não têm a menor idéia de como se faz o negócio. Não é só colocar qualquer abelha e em qualquer quantidade. Tem que saber onde colocar, em que momento e como trabalhar com a colméia. É preciso observar uma série de fatores”, afirma Emerson.
(A.Cervantes)
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Eugenia Chaiben
A UEL conseguiu bom resultado no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), realizado em novembro do ano passado e que substituiu o Provão.
O exame avalia estudantes que ingressam e os que concluem os cursos. Em todo o país, foram avaliados 140 mil estudantes, de 2.187 cursos das áreas de Saúde e Ciências Agrárias. No geral, a tendência foi a mesma constatada em Londrina: universidades públicas apresentaram melhor nota que as instituições privadas.
Numa comparação com os resultados de nove universidades entre as mais reconhecidas do país (públicas e privadas), a nota da UEL foi igual ou superior, exceto na Agronomia onde foi dois décimos abaixo da média. Vale ressaltar que a nota de Agronomia foi superior à média nacional. (Veja tabela)
Recebeu a nota máxima, 5, em três dos 10 cursos avaliados, Medicina, Medicina Veterinária e Odontologia. Outros cinco tiveram média 4 (Agronomia, Educação Física, Enfermagem, Fisioterapia e Farmácia). Zootecnia ainda não tem turma concluinte e, no caso do curso de Serviço Social, a avaliação foi prejudicada porque houve boicote por parte dos alunos em todo o país contra o Enade.
Na opinião do pró-reitor de Graduação, professor Jairo Queiroz Pacheco, alguns aspectos colaboram para esse bom desempenho. Um deles são os investimentos em capacitação. Mais de 80% dos docentes da UEL são mestres ou doutores, o que eleva a qualidade de ensino. Além disso, muitos trabalham em regime de tempo integral, podendo se dedicar mais aos projetos de pesquisa e extensão, preparar aulas e atender alunos.
Para Jairo Pacheco, o grande número de programas de mestrado e doutorado também contribui, já que o aluno de graduação tem acesso a conferências organizadas pelos cursos de pós e pode também participar de projetos de pesquisa. Cada vez mais o aprendizado não se limita à sala de aula.
“Mas é bom ressaltar. Só é bem avaliado quem tem fôlego para desenvolver programas e ações de médio e longo prazo. Então essa avaliação de hoje é resultado de 10, 15 anos de trabalho. E nesse momento, apesar de tão bem avaliados, todos os cursos da UEL estão reformulando seus projetos políticos pedagógicos. E tem que fazer isso mesmo, para que daqui 5 ou 10 anos, possamos continuar com uma boa avaliação e atualizados, já que os resultados futuros dependerão do que estamos fazendo agora”, pondera o pró-reitor.
E um dado ainda merece uma análise mais aprofundada. Em alguns cursos, os ingressantes tiveram média maior do que os concluintes, na prova de conhecimentos gerais. A Pró-Reitoria de Planejamento já solicitou mais informações ao Inep sobre os critérios adotados, para avaliar melhor o que levou a essa diferença e adotar medidas para reverter esse quadro.
Média da UEL
Agronomia - 4.0
Ed. Física - 4.0
Enfermagem - 4.0
Fisioterapia - 4.0
Medicina - 5.0
Farmácia - 4.0
Med. Veterinária - 5.0
Odontologia - 5.0
Média das outras 9 universidades*
Agronomia - 4.2
Ed. Física - 4.0
Enfermagem - 3.88
Fisioterapia - 4.0
Medicina - 4.22
Farmácia - 3.77
Med. Veterinária - 4.62
Odontologia - 4.77
* Universidades Federal do Rio de Janeiro, Federal de Minas Gerais, Federal do Paraná, Federal do Rio Grande do Sul, UNB, UNESP, UNIP, PUC/SP e Estácio, do Rio de Janeiro.
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Márcio de Carvalho, pró-reitor UFMG, Arquimedes Ciloni, reitor Universidade Federal de Uberlândia, reitora Lygia Pupatto, Amaro Henrique Lins, reitor da Universidade Federal de Pernambuco e Oswaldo Baptista Duarte Filho, reitor da Universidade Federal de São Carlos e presidente da Andifes
A UEL foi representada no 1º Encontro Internacional de Reitores das Universidades Iberoamericanas, de 18 a 20 de maio, em Sevilla, na Espanha, realizado pelo Universia, portal de Educação que tem informações em rede sobre 843 universidades de 10 países. Participaram 352 reitores e 48 vice-reitores e pró-reitores de mais de 20 países de língua portuguesa e hispânica.
A reitora Lygia Pupatto e a pró-reitora de Pesquisa e Graduação, Berenice Quinzani Jordão, participaram dos debates sobre um novo modelo de universidade frente ao mundo globalizado, com ênfase no ensino eficiente e humano, preservando os valores fundamentais da sociedade.
O encontro, que também comemorou os 500 anos da Universidade de Sevilla, foi bastante prestigiado. A abertura foi feita pelo primeiro ministro José Luis Zapatero e o encerramento pelo rei Juan Carlos e a rainha Sophia.
Segundo contou a pró-reitora Berenice Jordão, o rei Juan Carlos ressaltou a importância do evento e a promoção da educação e da cultura como núcleos essenciais para a cooperação entre as nações. Ela acredita que o Universia conseguiu atingir o objetivo que tinha com o encontro, que era traçar os rumos para promover iniciativas e gestões junto aos organismos governamentais e as universidades, para um espaço comum de educação superior e investigação. “Se discutiu muito que para isso há necessidade de uma melhoria nos ensino secundário e que sejam priorizados os investimentos em uma educação de qualidade, acessível, eficiente e o mais abrangente possível”.
A viagem também teve outro objetivo. Em Madri, a reitora Lygia Pupatto assinou convênio com a Universidad Rey Juan Carlos, relativo ao curso de Lato Sensu em Direito da Integração e do Comércio Internacional, que já teve início na UEL. Ao mesmo tempo, entregou proposta para continuidade da parceria entre as duas instituições, iniciada em 2002 e que se encerraria em 2006.
“O que pretendemos é ampliar as relações de cooperação, pois é uma universidade que tem muitos cursos de pós-graduação, entre os quais mais de 30 doutorados, alguns em segmentos que muito nos interessam, como é o caso das ciências ambientais, artes, danças e desenvolvimento de produtos e tecnologia na área de saúde”, disse a professora Berenice, acrescentando que isso poderá ser possível através de projetos de pesquisa comuns ou estágios de alunos e docentes, nos diferentes centros que a universidade mantém em quatro campi na região da capital espanhola.
(Eugenia Chaiben)
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CULTURA
Celso Mattos
Filo começa sexta
O monólogo “Poltrona Escura” com o ator Cacá Carvalho vai abrir o Festival
O Festival Internacional de Londrina-FILO começa no dia 3, sexta-feira, mas os ingressos estão à venda desde o dia 30 para todos os espetáculos e shows do Cabaré. A bilheteria está instalada no segundo piso do Shopping Royal Plaza, no horário de abertura do shopping, até às 20 horas, de domingo a domingo. Os ingressos para as Mostras Artísticas (Internacional, Nacional e Local) custam R$ 10,00. Os shows do Cabaré com exceção do show da banda Kaigang que será gratuito, custam R$ 20,00. Estudantes, idosos e aposentados pagam meia-entrada, tanto para as peças quanto para os shows do Cabaré. A compra dos ingressos de estudantes, idosos e aposentados terá que ser feita antecipadamente, na Central de Venda no Royal Plaza. No dia do espetáculo, a venda antecipada na Central encerra-se às 18h30. As sobras vão para a bilheteria do teatro, onde serão vendidas pelo valor cheio. Mais informações com a Organização do Festival pelo telefone 3324-9202.
Literatura
Estão abertas as inscrições para o III Concurso Nacional de Literatura Prosa e Verso – 2005, promovido pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias. Os trabalhos podem ser na forma de poesia, conto, crônica, artigo, reportagem, romance, novela, teatro, trova, haikai, etc. Para inscrição que é gratuita basta remeter o material digitado, sob pseudônimo, com nome e endereço em envelope à parte (mas anexo) para a ABEPL, concurso Literário, Caixa Postal 15.150, CEP 2003-970, Rio de Janeiro (RJ). Poderão concorrer autores com produção inédita ou não, redigida em português. Os prêmios serão medalhas, diplomas e publicação na Revista Acadêmica.
Cinema e vídeo
A W Articine Norte – Academia de Artes Cinematográficas está com inscrições abertas para o curso de Roteiro para Cinema e Vídeo com o escritor e roteirista Domingos Pellegrini. Mais informações pelo telefone 3026-3551.
Curso de teatro
A Funcart/Escola de Teatro está com inscrições abertas para o Curso de Iniciação Teatral – Intensivo que acontecerá em duas modalidades: adulto (acima de 15 anos de idade) e infantil (de 10 a 15 anos de idade). Os inscritos terão aulas de técnica vocal, expressão corporal e iniciação a interpretação teatral que acontecerão de 4 a 29 de julho nos períodos vespertino (infantil das 14 às 17 horas) e noturno (adulto, das 19 às 22 horas). As inscrições podem ser feitas na rua Acre, 315. Mais informações pelos fones 3323-0945 ou 3324-4283.
Projeto Lata
Estão abertas até sexta-feira, dia 3, as inscrições para o Projeto Lata – Laboratórios Abertos de Trabalhos Artísticos. O objetivo é oferecer à comunidade universitária atividades artísticas no horário do almoço que demonstrou esse interesse através de um questionário elaborado pela Casa de Cultura e Departamento de Arte Visual. A programação será seguinte: Malabares (artes circenses), com a Fernando Geografia, do dia 8/6 a 15/7, das 12 às 13 horas (quarta e sexta-feira); Percussão, como o músico Diego Ferreira de Sá, de 6/6 a 15/7 (segunda, quarta e sexta-feira) das 12h15 às 13h30 e Colagem, com Luiz Alberto (Beto), de 6/6 a 6/7, das 14 às 17 horas (segunda, terça e quarta-feira). Este é dirigido apenas aos alunos de Arte Visual, Design Gráfico, Pedagogia e Letras. Os outros dois são abertos à comunidade universitária e serão realizados no Campus. As inscrições são gratuitas, mas aqueles que desejarem certificados pagam R$ 5,00. Mais informações pelo telefone 3323-8562.
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GENTE
Lia Mendonça
Programas de Ações Afirmativas
A reitora Lygia Pupatto participará do Encontro Nacional das Universidades Públicas com o Programa de Ações Afirmativas no Brasil. Ela dará uma conferência em um workshop organizado pela Secretaria Especial de Participações e Parceria da Prefeitura de São Paulo, dia 11 de junho. O evento tem como tema central “As Experiências e os Resultados com a Implementação do Programa de Ações Afirmativas”.
História & Saúde
A professora Enezila de Lima, do Departamento de História, orientou os trabalhos do livro “Eles Contam a Sua História”, que traçará a trajetória da Associação Médica de Londrina. A bacharel em História pela UEL, Amélia Tozetti, que atuou na AML por 40 anos, organizou a obra e levantou os dados da publicação, cujo texto final estará a cargo do jornalista Paulo Briguet. Documentando a medicina londrinense em capítulos, o título será lançado dia 18 de outubro, no Dia do Médico.
Na Governadoria do Rotary
O professor Alvaro Cláudio Amorim Brochado não é ex-docente da UEL como noticiamos, erradamente, semana passada nesta coluna. Muito pelo contrário, ele é professor adjunto do Departamento de Administração do CESA há 32 anos. Amorin Brochado foi escolhido governador do Distrito 4710 do Rotary Internacional, cargo que assumirá dia 1º de julho. Comandará a região rotária que compreende 38 municípios do Norte do Paraná e Norte Velho, envolvendo 53 clubes de Rotary. Para tomar posse, o professor Alvaro Cláudio participou de treinamento durante Assembléia Internacional do Rotary, realizada em Ana Heim, nos Estados Unidos, em fevereiro.
Roteiros do Paraná
Angelo Spoladore, professor do CCE e coordenador do Projeto de Extensão Museu de Geociências e Meio Ambiente de Ribeirão Claro, foi entrevistado na série de televisão Roteiros Turísticos do Paraná, quadro do telejornal Paraná TV, da Rede Paranaense de Televisão, dia 27. Falou sobre cavernas e cachoeiras. Spoladore é espeleólogo, especialista em exploração das cavidades naturais do solo: grutas, cavernas e fontes.
Tarde de autógrafos
Ao contrário do que noticiamos na semana passada, nesta coluna, o livro “Avaliação da Pesquisa Na Universidade Brasileira”, da professora Maria Aparecida Vivan de Carvalho, não foi publicado pela EDUEL, mas sim pela Artgraf Gráfica e Editora, com apoio da UEL.
Globo News Especial
A professora Vanderci de Andrade Aguilera, do Departamento de Letras Vernáculas e Clássicas, comenta em rede nacional os diversos dialetos do Paraná, os sotaques variados e o diversificado uso do vocabulário e o bilinguismo dos paranaenses, observado entre os descendentes de alemães, japoneses, italianos e outros. Vanderci e os professores José Luiz Mercer, da Uniandrade e Odete Menon, da UFPR, analisam a questão no programa GloboNews Especial, desta semana, no canal fechado GloboNews. Aguilera é autora do Atlas Linguístico do Paraná, lançado em 1994, obra que está nas bibliotecas de todo o mundo. O programa GloboNews Especial documentando o tema será reapresentado neste sábado, dia 4, às 16h30, no Globo News, Canal 40, para os assinantes da Net.
No Internacional das Águas
Nelson Roberto Amanthéa, engenheiro da Diretoria de Planejamento e Desenvolvimento Físico da Pró-Reitoria de Planejamento, foi um dos participantes da mesa-redonda sobre “O Poder Público no Controle da Qualidade dos Recursos Hídricos”, no IV Seminário Internacional das Águas, que discutiu “Cidadania no Uso e Conservação dos Recursos Hídricos” semana passada em Curitiba, em promoção do Ministério Público, UFPR e Instituto de Engenharia do Paraná. Amanthéa que é mestre em Administração, elaborou dissertação de mestrado sobre o tema “De Volta Para o Futuro: O Aquífero Guarani como Alternativa Viável ao Desenvolvimento da Região de Londrina”. Ele foi debatedor no evento ao lado do Procurador Geral da Agência Nacional de Águas, Ademar Passos Veiga, do diretor presidente do Instituto Ambiental do Paraná, Lindsey da Silva Rasca Rodrigues, do presidente do Tribunal Regional Federal, da 4ª Região, Vladimir Passos de Freitas e do médico sanitarista e deputado federal, Florisvaldo Fier.
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Publicação semanal da Universidade Estadual de Londrina
Reitora: Lygia Pupatto
Vice-Reitor: Eduardo Di Mauro
Editado pela Coordenadoria de Comunicação Social - COM
Coordenador da COM: Isaac Antonio Camargo
Editor chefe: Marcos Cesar Gouvea (MTb 2265-PR)
Editora: Irene Fonçatti (MTb 1029 PR)
Fotógrafos: Jorge C. Santos e Celso Pacheco
Diagramação e Editoração Eletrônica: Moacir Ferri - (MTb-3277 PR) e Nadir Chaiben (web) (MTb 3521-PR)
Endereço: UEL – Campus Universitário – Caixa Postal 6001 – CEP 86051-990 – Londrina – Paraná – Página na Internet: www.uel.br
COM: Fone (43) 3371-4361 – 3371-4115 – Fax 3328-4593 (redação)
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