Ozzy Osbourne toca no Parque
Antártica – o idéiaFIX conferiu!

Show da lenda viva do rock mundial leva
38 mil fãs à loucura em São Paulo

Gabriel Pinezi

Apenas uma frase curta foi suficiente para que o estádio tremesse no dia 5 de abril. “Eu quero ouvir vocês”, disse a principal atração do festival, às 22 horas, para levar à loucura as mais de 38 mil pessoas que se espremiam na pista e nas arquibancadas.

Nem os shows de abertura das bandas estadunidenses Black Label Society e Korn foram suficientes para causar o todo aquele êxtase. Antes mesmo de Ozzy Osbourne ter subido ao palco, seus fãs já deliravam. Depois de mais de uma década sem se apresentar no Brasil, o vocalista e membro fundador do Black Sabbath mostrou porque valia à pena gastar entre R$150 e R$300 por um ingresso de seu show.

Quando apareceu gritando nos dois telões ao lado do palco, o príncipe das trevas deu ao público uma emoção única. “Nem acredito que estou aqui! Já tinha até desistido de ver o Ozzy ao vivo”, disse o jornalista de 23 anos Rodolfo Lopes, que tem no currículo shows de bandas como Deep Purple e Iron Maiden. Ele veio de Ponta Grossa só para ver um dos seus cantores favoritos entoar canções clássicas como “Mr. Crowley”, “Crazy Train” e “Mama, I'm Comming Home”. Ao seu lado, a arquiteta de 22 anos Natália Tucci compartilhava a mesma emoção de Rodolfo. “Quando descobri que ele viria ao Brasil, quase chorei de felicidade. Eu amo o Ozzy!”, revelou.

Durante a apresentação, nenhuma música ficou sem os pulos e os gritos da platéia, que respondia empolgada a cada pedido que Ozzy fazia. “Vamos ficar loucos”, berrava ele, depois de jogar baldes de água nos fãs que se esmagavam na grade da pista VIP. O guitarrista Zacky Wylde empolgou tanto quanto a estrela da noite, principalmente depois de cortar as mãos nas cordas de sua guitarra – que ficou manchada de sangue.

Aos pedidos de “mais uma música”, Ozzy combinou que só cantaria a saideira se seus espectadores ficassem “extra-extra-loucos”. Depois da platéia cumprir com sua parte do trato, a lenda viva rock cantou ainda mais duas canções antes de encerrar com “Paranoid”, o tão esperado clássico do Black Sabbath que marcou sua carreira. Após o grand finale, às exatas 00h04 do dia 6 de abril, concretizou-se o sonho dos inúmeros fãs, que desceram lentamente as escadarias do Parque Antártica e voltaram para suas casas, satisfeitos com o que haviam assistido.

Fotos: blog do lampadinha
www.blogdolampadinha.com.br

Fotos: blog do lampadinha


O Parque Antártica recebe os 38mil fãs de Ozzy Osbourne


O "Príncipe das Trevas" canta...


... e joga água na platéia


O guitarrista das mãos sangrentas em ação

 
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