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Cirurgia de reconstrução de quadril
Segundo o ortopedista, essa cirurgia serve de alerta para
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| Vívian Fukushima Jéssica Batista dos Santos, uma garotinha de 11 anos, sempre teve muita dificuldade para andar. Desde que começou a dar os primeiros passos, aos dois anos de idade, sentia dores e sua mãe, a dona de casa Lucélia Batista dos Santos, era obrigada a carregá-la no colo. Mãe e filha são moradoras de Jaboti (PR) e vieram até Londrina procurar assistência médica. Depois de algumas consultas, no dia 29 de abril Jéssica passou por uma complexa cirurgia para a reconstrução de seu quadril esquerdo. Segundo o especialista pediátrico que operou a menina, o médico Alessandro Melanda, o problema é conhecido como displasia do desenvolvimento do quadril. Esta doença acomete uma quantidade significativa de crianças, principalmente do sexo feminino, por questões hormonais, mas tem um alto índice de cura sem deixar seqüelas, se diagnosticada e tratada a tempo. Em geral, o diagnóstico inicial é realizado pelo pediatra, que, através de testes clínicos, detecta a instabilidade do quadril. Em caso positivo, a criança é encaminhada para tratamento com o ortopedista. No caso de Jéssica, a falta de diagnóstico e tratamento adequado produziu uma situação de difícil resolução. A cirurgia foi realizada no Hospital Universitário de Londrina, o único da região norte do estado que executa a cirurgia de reconstrução do quadril. No Paraná, além do HU, apenas o Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba, está apto a realizar esse procedimento. Segundo o doutor Melanda, a cirurgia, além de corrigir o quadril da menina, poderá servir de alerta para médicos pediatras encaminharem pacientes com instabilidade no quadril o quanto antes ao ortopedista para que o problema seja resolvido de forma mais simples e rápida. A cirurgia de Jéssica teve início às 8 horas da manhã e terminou, aproximadamente, às duas da tarde. A menina passa bem. De acordo com o especialista, durante um pouco mais de um mês ela ficará com um gesso, que vai da região do umbigo até o tornozelo esquerdo e do lado direito até o joelho. Após a remoção do gesso, Jéssica terá que fazer sessões de fisioterapia para reabilitar os movimentos do quadril. |
Fotos: Fransny Marcelino
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