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Os Mutantes, bem mutantes... |
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| Amanda Zacarkim A Avenida São João lotada de todo tipo de gente, de todas as idades e influências musicais. Fãs que sabiam as letras de cor e outros tantos que estavam lá só pela festa – sabem como é... Foi assim que Os Mutantes subiram ao palco na madrugada do dia 27 de abril. E foi, assim, meio desfalcado, já que Zélia Duncan e Arnaldo Baptista saíram do grupo no início do ano. Agora, além dos originais Sérgio Dias na guitarra e Dinho Leme na bateria, Os Mutantes são Bia Mendes no backing vocal, Fábio Recco na voz, Simone Soul na percussão, Henrique Peters na flauta doce e teclado, Vinícius Junqueira no violão e Vítor Trida na flauta, teclado, viola e viloncelo. Nós, caipirinhas que somos, estávamos a 500 metros do palco – uma distância considerável, já que mais de 4 milhões de pessoas circulavam para lá e para cá nos dois dias de evento. Mesmo com o esforço, a multidão foi mais forte e acabamos cedendo espaço aos mais calorosos – seja pelo saudosismo dos antigos Mutantes ou pelo alto grau de álcool no sangue. Entre os sucessos, os Mutantes emplacaram Caminhante Noturno, 2001, Bat Macumba, Panis et Circenses, O A e o Z, e Baby, estranhamente interpretada por Bia Mendes - estranha porque a cantora entrou indiscutivelmente fora do tempo, uma versão digna de um... cover? Parecia tudo, menos os Mutantes tão saudosos dos anos 70 ou até a versão século 21, com Zélia Duncan e outras mudanças. Além do repertório mais que conhecido pelo público, os novos velhos Mutantes tocaram também Mutantes Depois, composição recente de Sérgio Dias – que eu, sinceramente, não me lembro de ter ouvido... Talvez pelo grau etílico não compatível com o restante do show, ou pela noite, as gentes, o cansaço... O fato é que nem a guitarra piscodélica de Sérgio Dias salvou Os Mutantes de um show, digamos, mais ou menos. Os Mutantes estavam tão mutantes que nem se reconhecia. Decepcionei. |
Foto: Divulgação
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