Praça Tomi Nakagawa: homenagens e outras preocupações

Com inauguração prevista para o dia 22 de junho, a praça causa polêmica quanto à insegurança entre os comerciantes próximos ao local 

Cintia Yokoyama 

 Quem passa pela área central de Londrina nota que a praça começa a tomar forma. Segundo o engenheiro Luiz Rogério Venturini, responsável pela construção, “é viável entregar a obra no dia 15 de junho, mas precisamos manter o ritmo e correr para cumprir os prazos”. Na inauguração do local, agendada para o dia 22 de junho, estará presente o príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, além de outras autoridades.

 Localizada no quadrilátero entre as Ruas Minas Gerais, Mato Grosso e Benjamin Constant e a Avenida Dom Geraldo Fernandes, a praça, que começou a ser construída no dia 26 de fevereiro, abrange uma área de 9,4 mil metros quadrados, com destaque para o monumento de 28 metros de altura e o painel memorial que irá homenagear os primeiros imigrantes japoneses.

A escultura, assinada pela artista plástica Yutaka Toyota, é formada por duas torres que se encontram no cume. O projeto da praça, desenhado pela arquiteta Marize Cecato, consiste de um corredor panorâmico, que começa a partir do monumento de um extremo da praça e vai até o gazebo de chá, no outro lado do terreno: sob esse corredor será construído um lago seco. Os pórticos de entrada terão decoração japonesa. Além do palco e uma vasta área aberta para eventos.

O praça e o monumento são projetos distintos. O projeto da praça, que passou por aprovação de licitação pública, pertence à Construtora Projeto Novo, de Cascavel. O monumento é uma iniciativa da Construtora A. Yoshii.

Comerciantes esperam que a praça traga mais segurança 

Mesmo sem estar pronta, há quem já se preocupe com as providências futuras quanto à manutenção da praça. Comerciantes instalados nas imediações do local esperam que, depois de finalizada a obra, a praça receba mais policiamento e se torne segura. Alguns deles, no entanto, demonstram um pouco de ceticismo e temem mesmo o agravamento de alguns problemas naquela região da cidade. “Aqui no Pronto Atendimento Municipal (PAM) se concentra um ponto de drogas e a praça pode se tornar um outro ponto, dependendo de como for sua manutenção”, avaliou Luiz Rodrigues, vendedor de uma lanchonete na Rua Benjamim Constant.

 Por ficar entre o PAM e a Praça Rocha Pombo, outro ponto com os mesmos problemas, os comerciantes não são favoráveis à presença de uma praça naquela área. “Os comerciantes da região acham a praça desnecessária, porque ficará abandonada depois das festividades”, afirmou Luiz Oyama, comerciante na Avenida Dom Geraldo Fernandes.

A Polícia Militar reconhece a insegurança do lugar. “Mesmo com o policiamento que já é feito no local, os problemas com tráfico e pequenos furtos existem há tempos e a Polícia divide essa preocupação com quem vive naquela região”, admitiu o tenente Ricardo Eguedes, assessor do 5º Batalhão de PM.  

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Foto: Cintia Yokoyama 


Corredor panorâmico vai do monumento até o gazebo do chá, do outro lado da praça

Foto: Cintia Yokoyama 


Monumento em homenagem aos imigrantes é criação da artista plástica Yutaka Toyota  
 

 
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