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Depressão pós-parto: o problema que aflige algumas mães pode ser resolvido com cuidados médicos e atenção da família |
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Amanda Zacarkim Dar à luz geralmente é comemorado com alegria pela maioria das mães. Mas um problema de ordem psicológica pode atingir até 10% das mulheres que acabam de ter um filho: é a chamada depressão pós-parto, um quadro que necessita de cuidados médicos e atenção da família. Ainda na gravidez, a mulher passa por mudanças físicas e emocionais, que podem continuar após o parto do bebê. As causas da depressão pós-parto ainda não estão definidas, mas as teorias mais comuns são de que a mulher possa ter uma pré-disposição genética para a depressão ou que ela desenvolva o quadro por medo das incertezas da nova situação. O ginecologista Carlos Morimitzu explica que a forma mais comum de depressão pós-parto é a chamada tristeza materna. “Os sintomas são o choro fácil, a instabilidade emocional e a falta de vontade de cuidar da criança”, afirma. Ele diz que nos casos mais graves, a mãe não tem vontade de cumprir suas responsabilidades maternas e tem descaso com a própria higiene pessoal. Vale lembrar que os sintomas dependem da história de vida da mulher e também das mudanças bioquímicas que se processam logo depois do parto. Existem três tipos de depressão pós-parto. O primeiro e mais comum é a tristeza materna, que pode acontecer dos primeiros dias até duas semanas após o nascimento do bebê. O segundo quadro traz os sintomas da tristeza materna de forma muito mais forte: a mulher fica irritada, impaciente, chora sem motivos e se sente impedida de realizar as tarefas simples do seu dia-a-dia. A ginecologista do Posto de Saúde do Jardim Lindóia, Márcia Gobbi do Amaral, diz que esta forma de depressão precisa de cuidados médicos urgentes. “Se a mulher não procurar ajuda, os sintomas podem piorar e durar mais do que o previsto”, explica. A terceira manifestação é um quadro grave, chamado de psicose pós-parto, que pode acontecer nos três primeiros meses depois do nascimento do bebê. Com o quadro agravado, a mulher tem rejeição total do recém-nascido e perde contato com a realidade. O tratamento médico é fundamental neste caso, pois há o risco da mãe querer machucar a si mesma ou aos outros. A médica Márcia Gobbi diz que é raro atender casos de depressão pós-parto na unidade de saúde do Jardim Lindóia, mas que o tratamento médico é fundamental. “Em casos de depressão pós-parto, a mulher deve ser tratada com remédios e terapia com psicólogo ou psiquiatra. É importante também o acompanhamento médico durante a gravidez, com exames de pré-natal e o preparo da mãe”, ressalta. A ginecologista fica no posto de saúde do bairro de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 11h00 da manhã. Mas qual a melhor maneira para prevenir ou diminuir o quadro da depressão pós-parto? A psicóloga Ana Paula Marçon é quem explica: “o ideal é que a gravidez seja planejada e tenha acompanhamento médico desde o começo”. A psicóloga também ressalta a importância de uma família bem estruturada, que dê apoio e carinho à mulher e que ajude nos cuidados com o bebê. “É importante este apoio para que a mulher se sinta segura e assim continue cuidando de sua vida pessoal”, comenta. Assim, com a ajuda da família, dos amigos e com o tratamento médico adequado, a nova mãe pode transformar o quadro de depressão pós-parto em carinho pelo recém-nascido e cuidados consigo mesma, para aproveitar melhor cada minuto do desenvolvimento do bebê. Fique atenta a alguns sintomas da depressão pós-parto: - Choro fácil; |
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