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Análise sobre: “Lições Contemporâneas: a lengalenga apocalíptica do fim da imprensa escrita” O Impresso contra ataca |
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| Adriana Moutinho Existe uma discussão infindável sobre o futuro do jornalismo impresso. A possibilidade clara concerne o fim do impresso, visto que a “nova” mídia, a internet, teria a capacidade para substituir as funções informativas, além de ser menos agressivo para o meio ambiente. Ora, é fato que a “não-impressão” do jornal, ou seja, ler o jornal através das telas do computador é algo ecologicamente correto, considerando a situações do desmatamento de florestas, para serem substituídas por arvoras geradoras de papel. Entretanto, as questões ambientais sempre existiram e vão continuar a existir. Dessa maneira, não será o comportamento ambientalista que afetará a existência do jornalismo impresso. Não obstante, é necessário repensar a maneira como as gráficas usam o papel, mas isto é uma outra questão. Dizia-se que o rádio iria acabar quando a televisão surgiu, em 1950. Não acabou. O rádio reinventou-se para se adaptar a um novo mercado. Um mercado voltado para o comércio, para a propaganda. Assim surgem as FMs para alimentar um público mais voraz e dinâmico. O rádio, de 1949, e anterior, ainda existe. Ele stá presente nas transmissões AM e nos programas radiojornalísticos. Vale ressaltar também que, da mesma maneira que o impresso sente-se ameaçado pela potência da internet, o rádio e a televisão também deveria partilhar este sentimento. Porém, isto não acontece. Não é concebível um mundo sem o rádio e a televisão, não pelos próximos 50 anos, ao menos. Ler jornal pela manhã é uma experiência sensorial insubstituível. Não é a mesma de ler uma revista e, definitivamente, não é a mesma de se sentar em frente ao computador. O formato, as folhas, o cheiro. Tudo compreende a leitura. O público-alvo mantém-se fiel e outros surgem para continuar a ler. Todavia, denota-se importante salientar que, assim como o rádio adaptou-se, o impresso precisa perseguir o mesmo ideal de mudança para manter seu status. Enfim, a leitura de um jornal impresso não pode ser substituída pela versão online do material. Entretanto, o jornalismo diário precisa crescer junto com o público dinamizado pela velocidade da mídia online, da internet. Dessa maneira, não é possível acreditar no fim do jornalismo impresso, mas na revisitação de seu formato, buscando praticidade e inovação na abordagem.
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