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Além da lengalenga Comentário sobre o Texto: "A lengalenga apocalíptica do fim da imprensa escrita"[1] |
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Bruna Haddad Neste Artigo, Alberto Dines propõe o fim do anúncio apocalíptico do fim da imprensa, ao mesmo tempo em que incentiva o pensar sobre a imprensa em tempos de jornalismo online. Na abertura de seu texto, Dines dá um exemplo de como pensar a imprensa em tempos de estagnação: comenta que em 1975, frente à censura e a auto-censura dos jornais, Otavio Frias de Oliveira se propôs a pensar o jornalismo e foi precursor de uma mudança na cobertura em tempos de ditadura. Frias baseou-se na tese de Cláudio Abramo, de que era preciso perder o medo, e passou a publicar o que Dines aponta como "um passo decisivo em direção à valorização da opinião, do conteúdo e da substância jornalísticas". Com a chegada da internet, muitos afirmaram, de novo que a imprensa escrita estaria fadada ao fim frente à instantaneidade e pontencial de armazamento da web. Entretanto, Dines aponta que o jornalismo do ciber espaço não desenvolveu, até então, uma linguagem ou estilo próprios. Desta forma, não seria hora da imprensa pensar quais valores e qual jornalismo quer exercer? De um lado, é preciso entender e valorizar as características históricas da imprensa escrita: o periodismo, o jornalismo tradicional, o espaço de tempo necessário para entender e analisar um fato. De outro, é preciso pensar - até mesmo frente às publicações online - em novas formas de se fazer jornalismo, mas sempre considerando seu passado e seus avanços. [01]Publicado por Alberto Dines no Observatório da Imprensa em 8/5/2007 |
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